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Gestão de Serviços de TI: o guia completo

Gestão de serviços de TI, gerenciamento de serviços de TI, GSTI, ITSM: nomes diferentes para a mesma disciplina, a que organiza como a área de tecnologia entrega valor ao negócio na forma de serviços. Neste guia: o conceito, os cinco estágios do ciclo de vida, os processos da ITIL, a carreira na área e o que uma ferramenta precisa ter.

Guia escrito pela SysAid Brasil · Mais de 400 empresas no país usam a plataforma

Antes de tudo

Gestão, gerenciamento, administração de serviços de TI: qual é a diferença?

Nenhuma. São traduções diferentes de Information Technology Service Management, o mesmo conceito que o mercado abrevia como ITSM. Saber os nomes evita a impressão de que existem quatro disciplinas distintas onde existe uma só.

Gestão de serviços de TI

A forma mais comum em português. É a disciplina que organiza como a área de TI entrega valor ao negócio na forma de serviços, com processos, prazos e qualidade medida.

Gerenciamento de serviços de TI

Tradução alternativa do mesmo conceito, frequente em livros, apostilas e na literatura acadêmica brasileira. Gestão e gerenciamento aqui são sinônimos: não há diferença técnica entre os dois.

ITSM / IT Service Management

A sigla em inglês de Information Technology Service Management, usada pelo mercado de software e pelas certificações. É o termo que você vai encontrar ao pesquisar ferramentas.

GSTI

A sigla em português, comum em concursos, disciplinas de graduação e órgãos públicos. Administração de serviços de TI também aparece com o mesmo sentido em editais e ementas.

O conceito

O que a gestão de serviços de TI faz, na prática

Sem gestão de serviços, a TI funciona por demanda: alguém pede no corredor, alguém resolve quando dá, e ninguém mede nada. Com gestão de serviços, cada entrega da TI vira um serviço com nome, dono, prazo e qualidade acordada. O usuário abre um chamado em um canal único, o pedido entra numa fila com prioridade definida por critério, o prazo é acompanhado por SLA e o resultado vira indicador. É essa mudança, de reativo para operado como serviço, que o termo descreve. Quem quiser começar pelo vocabulário vizinho pode ler o nosso guia o que é ITSM e a página sobre sistema de chamados, o alicerce de qualquer operação.

O ciclo de vida

Os cinco estágios da gestão de serviços de TI

A ITIL descreve a gestão de serviços como um ciclo de vida em cinco estágios. A ITIL 4 reorganizou o modelo em uma cadeia de valor, mas a lógica do ciclo segue sendo a melhor forma de entender a disciplina inteira.

01

Estratégia de serviço

Definir quais serviços a TI oferece, para quem, a que custo e com qual retorno. É onde o catálogo nasce como decisão de negócio, não como lista técnica.

02

Desenho de serviço

Projetar cada serviço antes de ele existir: níveis de serviço, capacidade, disponibilidade, continuidade e fornecedores envolvidos.

03

Transição de serviço

Levar o serviço do papel para a operação com gestão de mudanças, testes, e a base de configuração que documenta o que foi para o ar.

04

Operação de serviço

O dia a dia: atender incidentes e requisições, cumprir SLA, operar o service desk. É o estágio mais visível e onde a maioria das empresas começa.

05

Melhoria contínua

Medir, comparar com a meta e ajustar. Fecha o ciclo e reabre: o dado da operação alimenta a estratégia do próximo ciclo.

A confusão mais comum

ITSM é a prática. ITIL é o guia. ISO 20000 é a norma

Gestão de serviços de TI é o que a empresa faz. ITIL é a biblioteca de boas práticas mais adotada no mundo para orientar como fazer, com recomendações de processos, papéis e fluxos. E a ISO/IEC 20000 é a norma internacional certificável construída sobre os mesmos princípios, usada quando a empresa precisa provar a maturidade da operação para clientes ou órgãos reguladores. Uma empresa pode praticar a gestão de serviços sem seguir a ITIL à risca, e pode adotar a ITIL sem buscar a certificação. Tratar o guia como obrigação é o motivo de muitos projetos travarem antes de entregar valor.

Na prática

Os processos que sustentam a gestão de serviços de TI

Ninguém implanta todos de uma vez. A maioria das operações começa pelos dois primeiros e agrega os demais conforme o volume e a maturidade crescem.

Gestão de incidentes

Restabelecer o serviço no menor tempo possível quando algo quebra. É o processo mais visível e onde a maioria das operações começa.

Gestão de requisições

Atender pedidos padronizados, como acesso, equipamento e licença, por um catálogo com fluxo e aprovação definidos.

Gestão de problemas

Procurar a causa raiz do incidente que se repete, para que ele pare de acontecer em vez de ser resolvido toda semana.

Gestão de mudanças

Avaliar risco, aprovar e registrar alterações no ambiente, para que a correção de hoje não vire a indisponibilidade de amanhã.

Gestão de ativos e configuração

Saber o que a empresa tem, onde está, com quem, sob qual contrato e como cada item se relaciona com os demais.

Gestão de nível de serviço

Acordar prazos e metas com o negócio, medir o cumprimento e usar o resultado para decidir onde investir.

Quem trabalha com isso

A carreira em gestão de serviços de TI

A disciplina virou matéria de graduação, pós e concurso, e sustenta uma trilha de carreira própria dentro da TI. Os papéis mais comuns no mercado brasileiro:

Analista de service desk

Porta de entrada da carreira. Atende incidentes e requisições, alimenta a base de conhecimento e vive os processos na prática.

Analista de gestão de serviços de TI

Desenha e melhora os processos: matriz de prioridade, catálogo, SLA, indicadores. Costuma pedir ITIL Foundation e domínio de alguma plataforma de ITSM.

Gestor de serviços de TI

Responde pelo desempenho da operação diante do negócio: cumprimento de SLA, custo por chamado, satisfação do usuário e evolução da maturidade.

O que mudou recentemente

A IA tirou a gestão de serviços do papel de organizar fila

Durante anos, gerir serviços de TI era registrar, categorizar e distribuir o trabalho entre pessoas. A automação com IA mudou a pergunta: em vez de quem vai atender, passou a ser se esse chamado precisa de alguém.

  • Até 90% dos chamados resolvidos antes de virarem ticket
  • Resolução até 12x mais rápida no que chega ao time
  • Categoria, prioridade e roteamento definidos sozinhos
  • A equipe sobra para projeto, não para pedido repetido
90%

dos chamados resolvidos antes de chegar ao time

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Dúvidas frequentes

Perguntas comuns sobre gestão de serviços de TI

O que é gestão de serviços de TI?

Gestão de serviços de TI é a disciplina que organiza como a área de TI entrega valor ao negócio na forma de serviços, com processos definidos, papéis claros, prazos acordados e métricas de acompanhamento. Em vez de reagir a pedidos soltos, a TI passa a operar com catálogo de serviços, fila única, prioridade e qualidade medida. O termo equivale ao inglês IT Service Management, cuja sigla é ITSM.

Gestão de serviços de TI e gerenciamento de serviços de TI são a mesma coisa?

Sim. Gestão de serviços de TI, gerenciamento de serviços de TI e administração de serviços de TI são traduções diferentes do mesmo conceito, o IT Service Management (ITSM). Livros e apostilas costumam usar gerenciamento; o mercado de software costuma usar a sigla ITSM; concursos e órgãos públicos usam GSTI. Não há diferença técnica entre os termos.

O que o gerenciamento de serviços de TI visa?

O objetivo do gerenciamento de serviços de TI é garantir que os serviços de tecnologia sustentem os resultados do negócio: sistemas disponíveis, pedidos atendidos dentro do prazo acordado, riscos de mudança controlados e custo de operação conhecido. Na prática, ele visa transformar a TI de um grupo que apaga incêndio em um prestador de serviço com catálogo, prazo e qualidade medida.

Quais são os estágios da gestão de serviços de TI?

No ciclo de vida descrito pela ITIL, são cinco estágios: estratégia de serviço (decidir o que oferecer e a que custo), desenho de serviço (projetar níveis de serviço, capacidade e continuidade), transição de serviço (levar o serviço à operação com gestão de mudanças e testes), operação de serviço (o dia a dia de incidentes, requisições e service desk) e melhoria contínua (medir e ajustar). A ITIL 4 reorganizou esses estágios em uma cadeia de valor de serviço, mas a lógica do ciclo permanece.

Qual a diferença entre gestão de serviços de TI e ITIL?

Gestão de serviços de TI é a prática; ITIL é o guia. A ITIL é a biblioteca de boas práticas mais adotada no mundo para orientar como fazer a gestão de serviços, com recomendações de processos, papéis e fluxos. Uma empresa pode praticar a gestão de serviços sem seguir a ITIL à risca, e pode adotar a ITIL sem implementar tudo que está descrito nela. Há ainda a ISO/IEC 20000, que é a norma certificável baseada nos mesmos princípios.

O que faz um analista de gestão de serviços de TI?

O analista de gestão de serviços de TI desenha, opera e melhora os processos da área: define categorias e matriz de prioridade, mantém o catálogo de serviços, acompanha SLA e indicadores, e configura a plataforma de ITSM que sustenta a operação. As certificações mais pedidas são a ITIL Foundation e o domínio de alguma ferramenta de mercado. É uma evolução comum para quem começa no service desk.

Por onde começar a implantar a gestão de serviços de TI?

Pelo básico que gera dado: um canal único de abertura de chamados, categorias que façam sentido para a sua realidade, uma matriz simples de prioridade e SLA por tipo de chamado. Com isso rodando por alguns meses, os números mostram onde a operação dói, e a escolha dos próximos processos deixa de ser opinião. O erro comum não é começar pequeno, é escolher uma ferramenta que não acompanhe o amadurecimento.

Qual ferramenta usar para a gestão de serviços de TI?

Uma ferramenta de gestão de serviços de TI (ou plataforma de ITSM) precisa de, no mínimo: canal único de abertura, catálogo de serviços, matriz de prioridade, SLA com escalonamento, base de conhecimento, gestão de ativos e relatórios prontos. O diferencial atual está na automação com inteligência artificial, que resolve parte dos chamados sozinha em vez de apenas organizar a fila. A SysAid, por exemplo, resolve até 90% dos chamados antes de eles virarem ticket.

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